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Bancos tradicionais ganham espaço entre indústrias que buscaram crédito

A CNI aponta que 65,3% das indústrias que buscaram crédito de curto e médio prazo recorreram a bancos comerciais tradicionais em 2026, ante 61% em 2025.

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Foto: Times Brasil
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16/10 às 14:02, atualizado 17:03

Pontos principais

  • 65,3% das indústrias que buscaram crédito de curto e médio prazo recorreram a bancos comerciais, ante 61% em 2025.
  • No longo prazo, a fatia dos bancos comerciais caiu de 51% para 49,5%, e os bancos de desenvolvimento ficam em segundo, com 29,5%.
  • No curto e médio prazo, o capital próprio é a segunda fonte (23,6%), seguido dos bancos de desenvolvimento (18,5%).
  • 49,9% das empresas não tentaram contratar ou renovar crédito de curto e médio prazo, e 54% não tentaram no longo prazo.
  • Entre as que tentaram, 24,7% não conseguiram crédito de curto e médio prazo, e 37,2% no longo prazo, índices que subiram em relação à edição anterior.
  • Os juros são o principal entrave: 75,9% das empresas com dificuldades no curto e médio prazo e 68,7% no longo prazo os citam.
  • Entre as pequenas indústrias, 33,3% receberam menos do que pediram no curto e médio prazo, e 32% das que tentaram não conseguiram.
  • A pesquisa ouviu 1.701 indústrias (692 pequenas, 612 médias e 397 grandes) entre 3 e 12 de agosto de 2026, sobre o período de fevereiro a julho.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) registra que os bancos comerciais tradicionais seguem como principal fonte de crédito para as indústrias brasileiras que foram buscar financiamento entre fevereiro e julho de 2026. No curto e médio prazo, essa fatia subiu de 61% em 2025 para 65,3%; no longo prazo, caiu de 51% para 49,5%, e ali os bancos de desenvolvimento aparecem em segundo lugar.

Quase metade das indústrias não tentou contratar ou renovar crédito de curto e médio prazo. Entre as que tentaram, 24,7% não conseguiram, proporção que sobe para 37,2% no longo prazo, e a CNI diz que essas taxas de insucesso são maiores que as da edição anterior. Os juros aparecem como principal entrave, citados por 75,9% das empresas com dificuldades no curto e médio prazo.

Entre as pequenas indústrias, a situação é mais difícil: 33,3% receberam menos do que pediram no curto e médio prazo, e a analista da CNI Maria Virgínia Colusso aponta que elas têm mais dificuldade para apresentar as garantias exigidas pelos bancos. Para ela, recorrer mais aos bancos comerciais não é, por si só, um problema; o desafio está em encontrar crédito com custo, volume e prazo adequados.

Fontes primárias

Confederação Nacional da Indústria (CNI)

SondEsp 107 — Condições de acesso ao crédito em 2026

Entre as empresas que relataram dificuldades, 75,9% apontaram os juros como entrave no crédito de curto/médio prazo e 68,7% no de longo prazo. Quase metade das empresas não buscou crédito de curto/médio prazo nos seis meses anteriores, e mais da metade não procurou crédito de longo prazo. Entre as que buscaram, 24,7% não conseguiram contratar ou renovar crédito de curto/médio prazo (37,2% no longo prazo). Levantamento com 1.701 empresas industriais (692 pequenas, 612 médias e 397 grandes), realizado entre 3 e 12/08/2026 e cobrindo fevereiro a julho de 2026.

Confederação Nacional da Indústria (CNI) / Agência de Notícias da Indústria

Quem financia a indústria? Bancos tradicionais ganham espaço no crédito de curto e médio prazo

2 em cada 3 indústrias (65,3%) que buscaram crédito de curto e médio prazo entre fevereiro e julho de 2026 apontaram os bancos comerciais tradicionais como principal fonte de financiamento, ante 61% em 2025. No longo prazo, a fatia é de 49,5% (51% em 2025). No curto/médio prazo, o capital próprio ficou em segundo (23,6%) e os bancos de desenvolvimento em terceiro (18,5%); no longo prazo a ordem se inverte. Para a analista Maria Virgínia Colusso, recorrer mais aos bancos comerciais não é, por si só, um problema; a dificuldade está em encontrar crédito com custo, volume e prazo adequados. 62,1% das empresas receberam o valor pedido no curto/médio prazo, e 24,9% receberam menos do que necessitavam.

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