CEO da Replit defende modelo de empresas autônomas com uso de IA
Segundo Amjad Masad, agentes de IA já executam etapas operacionais na Replit, e a produção de código dos engenheiros quase triplicou em seis meses.
Pontos principais
- Segundo Masad, a produção de código dos engenheiros quase triplicou em seis meses, sem alta em reversões e incidentes de produto.
- Entre janeiro e junho, as linhas de código contribuídas subiram 5,8 vezes; com um grupo fixo de autores, a alta foi de 2,9 vezes.
- Agentes revisam pull requests e só acionam um segundo revisor humano quando o risco exige; a economia já chega a 30% do tempo de revisão humana, percentual que cresce.
- Segundo a empresa, os tickets de suporte mais difíceis, os escalados a humanos, são fechados 60% mais rápido.
- Um SaaS de sete dígitos foi cancelado em favor de um agente interno construído na própria Replit, que a empresa considera superior.
- Em triagem de alertas, uma ferramenta especializada teve qualidade similar a dez vezes o custo; em testes automatizados de intrusão, encontrou menos vulnerabilidades, também a dez vezes o custo.
Em texto publicado no X em 16 de julho, o CEO e cofundador da Replit, Amjad Masad, descreve o que chama de 'self-driving company', ou empresa autônoma: uma organização em que agentes de IA executam as etapas de trabalho e as pessoas definem destino, prioridades e responsabilidade. Segundo ele, os funcionários não foram automatizados, foram promovidos, já que a IA transforma executores em diretores.
A adoção começou na engenharia, onde agentes investigam incidentes de produção, revisam pull requests e triam tickets de suporte. Depois se espalhou para dados, vendas, marketing e suporte: o agente responde a perguntas de negócio, prepara apresentações com dados ao vivo e rascunha especificações de produto.
A Replit ainda não dá data para levar o modelo aos usuários, mas Masad diz que a espera não será longa. Enquanto isso, a equipe trabalha em políticas, permissões, segurança e controles de custo para escalar a prática.
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