Disputa entre herdeiros da família Mitre escala com acusações criminais
Herdeiros de Jorge Mitre enfrentam acusações de extorsão e invasão de domicílio enquanto a incorporadora Mitre Realty registra queda nas vendas.
Pontos principais
- Juliana Mitre foi indiciada por extorsão contra Fabrício Mitre e suposto desvio de R$ 700 mil do espólio.
- Justiça determinou que Juliana mantenha distância mínima de 200 metros de Fabrício após denúncias de invasão.
- Defesa de Juliana acusa Maria Elisa de utilizar R$ 1 milhão do Grupo Hosp para despesas pessoais.
- Incorporadora Mitre Realty reportou queda de 9,3% nas vendas líquidas no terceiro trimestre de 2026.
A disputa judicial pela herança do empresário Jorge Mitre, falecido em 2022, atingiu um novo patamar com o indiciamento de Juliana Mitre por extorsão contra o irmão, Fabrício Mitre. O caso, que tramita nas esferas cível e criminal, inclui acusações de invasão de domicílio e desvio de R$ 700 mil do espólio, resultando em uma medida protetiva que obriga Juliana a manter distância de Fabrício. Em contrapartida, a defesa de Juliana alega que Maria Elisa teria utilizado cerca de R$ 1 milhão do Grupo Hosp para custear despesas pessoais.
O conflito familiar ocorre em um momento de instabilidade para os negócios do clã. A incorporadora Mitre Realty, ligada à família, registrou uma queda de 9,3% nas vendas líquidas durante o terceiro trimestre de 2026. Além da retração financeira, a companhia não realizou novos lançamentos no período, refletindo a pressão que o imbróglio jurídico exerce sobre a gestão e a imagem do grupo empresarial.
