Estudo sugere que hipernovas podem não existir no universo
Pesquisadores indicam que supernovas comuns com ejeção assimétrica podem explicar fenômenos antes atribuídos a explosões estelares mais poderosas.
Pontos principais
- Modelos matemáticos da University College London desafiam a existência de hipernovas.
- A distribuição desigual de elementos em supernovas comuns explica composições químicas incomuns.
- Três das quatro estrelas analisadas no estudo provavelmente derivaram de supernovas padrão.
- Uma estrela gigante vermelha teve origem ligada à fusão de estrelas de nêutrons e supernova assimétrica.
- Os resultados foram publicados no periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
Pesquisadores da University College London publicaram novos modelos matemáticos que questionam a existência das hipernovas, as explosões mais potentes do universo. O estudo sugere que estrelas com composições químicas incomuns, anteriormente atribuídas a esses eventos extremos, podem ter se formado a partir de supernovas comuns com ejeção assimétrica de matéria. Ao analisar quatro estrelas suspeitas, a equipe concluiu que três delas derivam, na verdade, de supernovas padrão que distribuíram elementos de forma desigual.
O trabalho, divulgado no periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, também detalhou a origem de uma gigante vermelha com excesso de elementos pesados. Segundo os cientistas, esse caso específico envolveu a fusão de estrelas de nêutrons combinada a uma supernova assimétrica. A descoberta altera a compreensão sobre a evolução estelar e sugere que fenômenos astronômicos complexos podem ser explicados por mecanismos mais simples do que se acreditava anteriormente.
Cobertura da mídia
Comentários
Carregando comentários...
