NOAA vê 83% de chance de El Niño histórico entre outubro e dezembro
O El Niño segue se intensificando no Pacífico equatorial, e a NOAA dá 83% de chance de um evento histórico entre outubro e dezembro; no Brasil, a área queimada em 2026 está 45,4% abaixo da média.
Pontos principais
- A NOAA mantém o status de El Niño ativo, com anomalias de +3,9°C no Niño-1+2, +3,0°C no Niño-3 e +2,1°C no Niño-3.4.
- Chance de evento histórico (RONI trimestral de +2,5°C ou mais): 54% em setembro a novembro, 83% em outubro a dezembro e 70% em novembro a janeiro.
- Para janeiro a março de 2027, a NOAA diz que um El Niño forte a muito forte é provável, com chance acima de 83%.
- A convecção e a chuva seguem suprimidas sobre a Indonésia, e acima da média do Pacífico central ao leste.
- No Brasil, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima registra 8.717.100 hectares queimados em 2026 até 4 de outubro, 45,4% abaixo da média de 2012 a 2025.
- Na Amazônia, a área queimada está 49,8% abaixo da média; no Cerrado, 39,25%; no Pantanal, 85,56%.
- O ministério diz que o El Niño aumenta o risco de incêndios em várias regiões do país, por causa da estiagem prolongada e de ondas de calor extremo.
O Centro de Previsão Climática da NOAA diz que o El Niño segue se intensificando no Pacífico equatorial leste, com anomalias de temperatura da superfície do mar acima de +4,0°C em algumas áreas. A instituição dá 83% de chance de um evento histórico entre outubro e dezembro, com índice RONI trimestral de +2,5°C ou mais, acima de qualquer episódio desde 1950.
No Brasil, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima registra 8.717.100 hectares queimados até 4 de outubro, 45,4% abaixo da média de 2012 a 2025. Para o ministério, o El Niño aumenta o risco de incêndios em várias regiões, devido à estiagem prolongada e a ondas de calor extremo.
A NOAA não menciona queimadas, ondas de calor nem secas; diz apenas que a chance de impactos compatíveis com o El Niño é maior, mas não garantida.
Fontes primárias
ENSO Diagnostic Discussion (8 de outubro de 2026)
El Niño segue se intensificando, com anomalias de temperatura da superfície do mar acima de +4,0°C em partes do Pacífico equatorial leste; no último mês os índices subiram para +2,1°C no Niño-3.4, +3,0°C no Niño-3 e +3,9°C no Niño-1+2. A convecção e a chuva ficaram suprimidas sobre a Indonésia, enquanto permaneceram acima da média do Pacífico central ao leste. O CPC dá 83% de chance de El Niño forte a muito forte até jan–mar de 2027 e probabilidades de um evento histórico (≥ +2,5°C no RONI trimestral, acima de qualquer episódio desde 1950) de 54% para set–nov, 83% para out–dez e 70% para nov–jan. O documento não trata de queimadas nem de ondas de calor diretamente. Próxima edição em 12/11/2026.
Boletim do Fogo Brasil 2026 nº 10 (dados de 28/09 a 04/10/2026)
Área queimada acumulada no Brasil em 2026 até 04/10: 8.717.100 ha (0,96% do território), 45,4% abaixo da média histórica 2012–2025 (15.955.461 ha). Só no período de 28/09 a 04/10 foram 735.294 ha. O boletim afirma que o clima do Brasil está sob influência do El Niño, que aumenta o risco de incêndios em várias regiões devido à estiagem prolongada e à ocorrência de ondas de calor extremo. Os números de área queimada, portanto, estão abaixo da média, enquanto o alerta é de risco crescente.
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