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Socorro a Christa Pike foi atrasado após falha em execução no Tennessee

Gravações revelam que socorristas duvidaram da veracidade de um chamado ao 911 após a tentativa fracassada de execução de Christa Pike.

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Foto: G1 Mundo
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12/10 às 21:31 · atualizado 13/10 às 06:31

Pontos principais

  • Christa Pike sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal em 30 de setembro.
  • Registros do Departamento de Comunicações de Emergência de Nashville mostram que o socorro foi atrasado por dúvidas sobre a autenticidade do chamado.
  • A primeira ligação ao 911 ocorreu às 20h40, mas a entrada das equipes na prisão só foi autorizada às 21h11.
  • O governador do Tennessee, Bill Lee, suspendeu as execuções no estado pelo restante do ano para investigar o caso.
  • O chefe do departamento correcional do estado renunciou ao cargo após o incidente.

Gravações de chamadas de emergência obtidas pelo Departamento de Comunicações de Emergência de Nashville revelaram que o atendimento médico à detenta Christa Pike foi atrasado após uma tentativa fracassada de execução por injeção letal em 30 de setembro. Segundo os registros, a primeira ligação ao 911 foi feita às 20h40, momento em que o chamador informou que a equipe havia administrado 10 gramas de pentobarbital na câmara de execução da Riverbend Maximum Security Institution. No entanto, os atendentes questionaram a legitimidade do chamado por falta de códigos de verificação, resultando em uma demora significativa para o envio das equipes de resgate, que só tiveram a entrada autorizada na unidade às 21h11.

Christa Pike, condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer em 1995, sobreviveu ao procedimento e foi posteriormente hospitalizada antes de retornar à penitenciária feminina. O caso gerou uma crise no sistema prisional do Tennessee, levando o governador Bill Lee a suspender todas as execuções no estado pelo restante do ano para permitir uma investigação detalhada sobre as falhas operacionais. Em decorrência do episódio, o chefe do Departamento de Correções do Tennessee apresentou sua renúncia ao cargo, enquanto especialistas médicos continuam a avaliar as possíveis causas técnicas para o insucesso da injeção letal.

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