Projeto CHIME detecta sinal de hidrogênio para estudar energia escura
Nova técnica do projeto CHIME permite mapear o brilho de hidrogênio do universo primitivo para investigar a expansão acelerada do cosmos.
Pontos principais
- O projeto CHIME provou ser capaz de mapear o brilho de rádio do hidrogênio de forma independente.
- A metodologia oferece uma alternativa mais rápida e econômica para investigar a energia escura.
- Dados de 94 noites de observação permitiram detectar sinais de quando o universo tinha 5 bilhões de anos.
- Pesquisadores planejam utilizar sete anos de dados para mapear a distribuição de hidrogênio até 3 bilhões de anos após o Big Bang.
Pesquisadores do projeto Canadian Hydrogen Intensity Mapping Experiment (CHIME) demonstraram uma nova capacidade técnica ao detectar o brilho de rádio do hidrogênio de forma independente. A conquista, publicada na revista The Astrophysical Journal, dispensa a necessidade de cruzar dados com outros telescópios, tornando a investigação da energia escura um processo mais ágil e menos dispendioso para a comunidade científica.
A análise baseou-se em 94 noites de observação realizadas em 2019, que permitiram identificar sinais de hidrogênio emitidos quando o universo possuía cerca de 5 bilhões de anos. A equipe agora projeta utilizar sete anos de dados acumulados para mapear a distribuição desse elemento até 3 bilhões de anos após o Big Bang, fornecendo informações cruciais sobre a força responsável pela expansão acelerada do universo.
