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FMI alerta Reino Unido sobre riscos de subsídios no orçamento

O FMI considera prudentes as medidas do governo britânico contra a alta de energia e recomenda evitar subsídios amplos, caros e difíceis de reverter.

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12/10 às 23:30 · atualizado 13/10 às 01:01

Pontos principais

  • A equipe do FMI estima em menos de 0,1% do PIB o custo, no ano fiscal 2026/27, das medidas de energia em vigor.
  • O FMI lista como medidas em vigor o apoio direcionado a famílias de baixa renda que aquecem casas com óleo, a retirada de algumas taxas fixas de energia para empresas intensivas em energia e a prorrogação do congelamento do fuel duty até o fim do ano.
  • Qualquer apoio adicional às famílias deve ser altamente focalizado, neutro em termos orçamentários e com prazo definido.
  • Cortes em impostos sobre energia, tetos diretos de preço e subsídios generalizados devem ser evitados, porque são caros, difíceis de reverter e enfraquecem os sinais de preço.
  • Para empresas, o apoio deve ser mais limitado, porque a ajuda ampla arrisca dupla compensação e reduz incentivos à adaptação.
  • Esquemas universais, como a garantia de preço de energia de 2022–24, devem ser evitados.
  • O FMI projeta que a inflação só volte à meta no segundo semestre de 2027, com um ano de atraso por causa do choque de energia.

O FMI considera prudente a resposta do governo britânico à alta dos preços de energia e pede que ele mantenha o cumprimento das regras fiscais e evite esquemas universais. Na avaliação do Artigo IV concluída em 23 de junho de 2026, após missão a Londres em maio, a instituição trata o apoio atual como focalizado.

A instituição pede juros restritivos para que os efeitos secundários da alta de energia não se fixem nos preços. Para eventual apoio adicional, o FMI não fixa valor, apenas as condições.

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