FERC aprova banco de dados de data centers da PJM, mas veta cortes de energia
Regulador dos EUA autorizou monitoramento de data centers pela PJM, mas rejeitou proposta de interromper fornecimento durante picos de demanda.
Pontos principais
- A FERC autorizou a PJM a criar um banco de dados para monitorar o consumo de data centers.
- A proposta de cortar energia de data centers em momentos de estresse na rede foi rejeitada por exceder a autoridade da operadora.
- A PJM estima que a demanda elétrica do setor de data centers triplique para 29GW até 2030.
- A operadora sugeriu que novos data centers acima de 50MW arquem com custos de novas fontes de geração.
A Comissão Federal Reguladora de Energia (FERC) dos Estados Unidos autorizou a PJM Interconnection a implementar um banco de dados centralizado para monitorar o crescimento dos data centers em sua rede. A medida visa aumentar a transparência sobre o consumo energético dessas instalações, que a operadora projeta que triplicará para 29GW até 2030. No entanto, o órgão regulador rejeitou a proposta da PJM de interromper o fornecimento de energia para esses centros durante períodos de alta demanda, argumentando que a medida excederia a autoridade da operadora.
Além do monitoramento, a PJM buscava estabelecer novas diretrizes financeiras para o setor, sugerindo que data centers com capacidade superior a 50MW deveriam arcar com os custos de novas infraestruturas de geração de energia necessárias para sustentar suas operações. A decisão da FERC mantém o foco no planejamento da rede, mas impõe limites claros à capacidade da operadora de intervir diretamente no fornecimento de energia para grandes consumidores de tecnologia.
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