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Chefe do MI5 alerta para ataques do Irã a bases militares britânicas

Ken McCallum, diretor-geral do MI5, afirmou que o Irã intensificou operações hostis no Reino Unido, focando em instalações militares e sabotagens.

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Foto: SCMP - World
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13/10 às 09:31 · atualizado 11:33

Pontos principais

  • O diretor-geral do MI5, Ken McCallum, declarou que as ameaças estatais no Reino Unido quadruplicaram na última década.
  • O Irã tem buscado atingir alvos militares britânicos, incluindo a base aérea de RAF Fairford, utilizada pelos EUA.
  • Operações ligadas ao Irã resultaram em mais de cinquenta prisões no Reino Unido nos últimos doze meses, segundo o MI5.
  • O governo britânico associa o Irã a uma onda de incêndios criminosos e sabotagens contra comunidades judaicas ocorridas na primavera.
  • Sete homens foram presos durante a investigação de um plano de ataque na base de RAF Fairford, mas foram liberados sob fiança.
  • O Canadá e outros vinte países emitiram uma declaração conjunta condenando as atividades hostis do Irã em solo europeu.
  • O Irã nega qualquer envolvimento nas ações de sabotagem ou nos planos de ataque contra instalações militares.

O diretor-geral do MI5, Ken McCallum, alertou que o Reino Unido enfrenta uma nova era de segurança nacional marcada pela intensificação de ameaças estatais. Em sua atualização anual, McCallum destacou que o Irã realizou uma mudança estratégica significativa, passando a visar diretamente instalações militares britânicas. O caso mais emblemático envolve a base aérea de RAF Fairford, onde autoridades identificaram um plano de ataque que, segundo o primeiro-ministro Andy Burnham, foi quase certamente dirigido pela Guarda Revolucionária do Irã.

Além das ameaças militares, o serviço de inteligência britânico registrou mais de cinquenta prisões ligadas a operações iranianas no último ano. O MI5 aponta que o país também esteve por trás de uma série de incêndios criminosos e atos de sabotagem contra comunidades judaicas, frequentemente utilizando grupos de fachada para mascarar o envolvimento direto de agentes estatais. Enquanto o Irã nega as acusações, o Canadá e mais de vinte nações manifestaram repúdio formal contra a campanha de atividades hostis, que inclui ataques cibernéticos e perseguição a jornalistas em solo europeu.

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