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Reino Unido reforça defesas cibernéticas com IA e pede cautela a laboratórios

O governo britânico vai usar IA de fronteira para reforçar as defesas cibernéticas, e o ministro de IA, Kanishka Narayan, pediu às empresas que não lancem sistemas cujos riscos não consigam controlar.

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Foto: Tech.eu
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12/10 às 09:02 · atualizado 11:02

Pontos principais

  • Dois projetos-piloto de IA de fronteira identificaram e corrigiram mais de 1.000 potenciais vulnerabilidades em sistemas do governo.
  • O programa será ampliado para reduzir riscos no curto prazo e apoiar a adoção de IA no setor público.
  • O AI Security Institute avalia a geração mais recente de modelos avançados, após trabalho com grandes desenvolvedores e com o governo dos EUA.
  • O governo vai explorar o fortalecimento do projeto de lei de Cibersegurança e Resiliência para proteger hospitais e serviços essenciais, inclusive contra a perda de controle de sistemas autônomos de IA.
  • Quase-incidentes com IA serão analisados quanto à forma de identificação e notificação, sem prazo anunciado.
  • O NCSC e o AI Security Institute trabalham em como responder a incidentes graves envolvendo agentes de IA autônomos.
  • Detalhes sobre o apoio à verificação de IA virão nos próximos meses.

O ministro de IA do Reino Unido, Kanishka Narayan, discursou no Base One, incubadora do Imperial College London, e disse que quer que o país seja um dos mais difíceis do mundo para atacar usando inteligência artificial. Às empresas que desenvolvem os sistemas mais poderosos, pediu que ouçam seus cientistas quando alertarem sobre perigos sérios, investiguem comportamentos inesperados e, se não conseguirem controlar adequadamente os riscos, não lancem o sistema.

Narayan afirmou que o governo legislará onde for necessário, mas as medidas ainda estão em fase de definição: o detalhe será trabalhado com parlamentares, especialistas técnicos e os operadores que terão de executá-las. O governo britânico as descreve como os primeiros passos de uma agenda mais longa, que a força-tarefa de IA do primeiro-ministro tratará nos próximos meses, com foco em segurança nacional, crescimento econômico, serviços públicos e força de trabalho.

Fonte primária

Governo do Reino Unido (Cabinet Office / AI Security Institute / NCSC)

Britain steps up national defences against growing AI risks

Comunicado de 12/10/2026 do governo britânico. Anuncia que vai usar IA de fronteira para reforçar as defesas cibernéticas, com base em dois pilotos que identificaram e corrigiram mais de 1.000 potenciais vulnerabilidades em sistemas públicos. Diz que vai considerar, pelo regime do Cyber Security and Resilience Bill, proteções contra ameaças de IA, incluindo como incidentes graves e quase-incidentes de IA serão identificados e reportados; que trabalha com o NCSC e o AI Security Institute na resposta a incidentes graves envolvendo agentes autônomos; que o AI Security Institute conduz avaliações rigorosas dos modelos mais recentes; e que vai explorar a proteção de serviços essenciais, como hospitais e serviços públicos, contra o risco de perda de controle de IA. Mensagem do ministro de IA, Kanishka Narayan, às empresas de IA: "Ouçam quando seus cientistas alertarem sobre perigos sérios", "investiguem comportamentos inesperados" e "se não conseguirem controlar adequadamente os riscos, não lancem o sistema". Narayan: "Quero que a Grã-Bretanha seja um dos países mais difíceis do mundo para atacar usando inteligência artificial" e "vamos usar todo o poder à nossa disposição. Vamos legislar onde for necessário". Compromisso legislativo ainda condicional: o governo vai "explorar o fortalecimento" de partes do projeto de lei e do regime mais amplo; mais detalhes sobre verificação de IA virão nos próximos meses.

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