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Primeiro-ministro Andy Burnham confirma interferência russa no Brexit de 2016

Andy Burnham afirmou ter recebido informações sobre a atuação russa no referendo, gerando reações políticas distintas no Reino Unido enquanto o governo busca reaproximação com a União Europeia.

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Foto: The Guardian
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12/10 às 06:15 · atualizado 14:03

Pontos principais

  • O primeiro-ministro Andy Burnham declarou ter sido informado sobre a interferência russa no referendo do Brexit de 2016 após assumir o cargo.
  • O gabinete de Burnham e o governo britânico enfatizaram que, apesar das tentativas de influência, o resultado da votação permanece legítimo.
  • Parlamentares conservadores criticaram a fala, classificando-a como perigosa e divisiva.
  • Ed Davey, líder do Partido Liberal Democrata, manifestou apoio à postura do premiê em abordar o tema.
  • Nigel Farage, líder do Reform UK, refutou as alegações, chamando-as de infundadas.
  • Um relatório de 2020 da Comissão de Inteligência e Segurança do Parlamento não havia chegado a uma conclusão definitiva sobre o caso.
  • O governo britânico utiliza o episódio para justificar a necessidade de laços mais estreitos com a União Europeia.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, afirmou publicamente que a Rússia tentou interferir no referendo do Brexit realizado em 2016. A declaração, feita ao alertar eleitores europeus sobre táticas de desinformação, marca uma mudança de tom em relação a posicionamentos anteriores de governos britânicos, que historicamente evitaram confirmar a extensão da influência russa no pleito. O gabinete de Burnham esclareceu, contudo, que as tentativas de interferência não foram bem-sucedidas em alterar o resultado final, reafirmando a legitimidade da decisão popular.

A revelação gerou um intenso debate político no país. Enquanto o líder do Partido Liberal Democrata, Ed Davey, elogiou a transparência de Burnham, parlamentares conservadores e o líder do Reform UK, Nigel Farage, criticaram duramente o premiê, acusando-o de promover uma retórica perigosa e divisiva. O governo britânico tem utilizado o contexto de ameaças externas para defender uma reaproximação estratégica com a União Europeia, com uma cúpula bilateral já agendada para o dia 20 de novembro para discutir cooperação em áreas como energia, comércio e imigração.

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