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Presidente da Microsoft pede mais regulação para IA do que para leite

Em entrevista à ITV News, emissora britânica, Brad Smith diz que a IA é hoje menos regulada que uma caixa de leite e defende testes independentes antes do lançamento de modelos e cooperação internacional.

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Foto: Época Negócios
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12/10 às 08:01 · atualizado 12:31

Pontos principais

  • Brad Smith afirmou à ITV News que a IA é hoje menos regulada que uma máquina de lavar roupa ou uma caixa de leite.
  • Smith defende avaliações independentes e testes de segurança antes do lançamento de novos modelos de IA.
  • Ele propõe um "freio de emergência" que empresas de IA e provedores de servidores possam acionar para desligar sistemas, e o poder de governos ordenarem que sistemas sejam tirados do ar, como podem fazer com aeronaves por questões de segurança.
  • Smith quer que as empresas sejam obrigadas a divulgar quando agentes de IA saem de controle ou quando usuários são invadidos.
  • Se a IA for usada para causar dano catastrófico, a empresa que a desenvolveu deve responder legalmente caso tenha agido com negligência.
  • Smith diz que a IA não é hoje uma ameaça existencial, mas que "o momento de agir é agora".
  • Andy Burnham prometeu usar a presidência britânica do G20, em 2027, para liderar a regulação, e Smith diz que o primeiro-ministro está bem posicionado para isso.

Em entrevista à ITV News, o presidente da Microsoft, Brad Smith, afirmou que a IA ficou mais poderosa nos últimos dois anos do que qualquer pessoa na indústria havia imaginado, e que há risco de a humanidade perder o controle da tecnologia sem regulação urgente. Ele considera importante que os EUA vençam a corrida com a China, sem frear a inovação, mas diz que isso precisa vir acompanhado de cooperação e colaboração internacional para salvaguardas e monitoramento.

Smith também comentou o alerta de Bill Gates, que ao New York Times disse que a IA é "a coisa mais perigosa a que a humanidade já se aproximou" e que o que ele chamou de "limiar de perigo" foi ultrapassado neste ano. Smith afirmou que Gates está certo em levantar essas questões e que não recua do que ele defende: uma ação mais séria.

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