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Otan apresenta “teoria da vitória” para barrar ataques contra aliados

Em Varsóvia, na Polônia, o comandante supremo aliado na Europa, Alexus Grynkewich, apresentou a “teoria da vitória” da Otan: bloquear um ataque inicial contra aliados e romper o sistema de combate do agressor.

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Foto: NYTimes World
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12/10 às 08:31 · atualizado 14:31

Pontos principais

  • Três etapas: bloquear o ataque inicial com forças terrestres em contato e superioridade aérea e marítima; desgastar ofensivas contínuas com sensores, sistemas autônomos e efeitos multidomínio; e, se preciso, romper o sistema de combate do adversário, incluindo tudo o que o apoie, sustente ou controle.
  • A base é a estratégia de dissuasão e defesa da área euro-atlântica (DDA), acordada pelos 32 aliados. Grynkewich chama a teoria de intenção do comandante, não de plano militar.
  • A versão classificada foi concluída há cerca de três meses. A decisão de torná-la pública responde à inquietação com sabotagens e incêndios em países aliados.
  • Ameaças de escalada, segundo ele, uniriam ainda mais a aliança. A Otan poderia igualar qualquer movimento do adversário na escada de escalada, e o ônus de escalar caberia ao agressor.
  • Sobre estoques, admite que a aliança poderia estar mais bem preparada, mas diz estar “muito confortável” com o que tem hoje.
  • Na Ucrânia, a linha de frente está “largamente estabilizada” em 2026. Ele prevê um inverno difícil por causa dos ataques à infraestrutura de energia.
  • Sobre tropas americanas em um eventual conflito, diz que há militares dos EUA na Polônia e no flanco leste, e que a decisão de quem envia tropas para onde é política.
  • A Declaração de Ancara, assinada pelos 32 aliados, reafirma o compromisso “inabalável” com o Artigo 5.

O general Alexus Grynkewich, Comandante Supremo Aliado da Otan na Europa, apresentou a teoria no Fórum de Segurança de Varsóvia, na Polônia. Ele diz que a aliança é defensiva e não tem planos nem ambições além da proteção de seu povo e de seu território, e que não avalia um conflito como iminente ou inevitável. O objetivo, afirma, é garantir que qualquer ataque contra um aliado se prove completamente fútil.

Grynkewich diz que a aliança não busca uma derrota estratégica do adversário, apenas detê-lo e forçá-lo a “culminar”, no sentido de Clausewitz. Em debate, afirma que os russos acham que podem agir sem ser identificados, e defende atribuir publicamente os ataques quando houver base legal para isso. Sobre os ataques a países da Otan, diz que um dos objetivos centrais deles é quebrar a vontade ocidental de apoiar a Ucrânia, e que a melhor resposta é aumentar as contribuições para a Ucrânia.

Fonte primária

Supreme Allied Commander Europe (Alexus Grynkewich) / Warsaw Security Forum (YouTube)

WSF2026 (DAY1) 12.10: Theory of Victory — discurso do SACEUR Alexus Grynkewich

Grynkewich apresenta o que chama de 'minha teoria da vitória' (commander's intent, não um plano militar), baseada na estratégia de dissuasão e defesa da área euro-atlântica (DDA) acordada pelos 32 aliados. Diz que não avalia que um conflito seja iminente ou inevitável, e que a aliança é defensiva: 'vamos garantir que qualquer ataque contra qualquer aliado se prove completamente fútil'. Os três estágios são: bloquear o ataque inicial, com forças terrestres em contato e superioridade aérea e marítima; reduzir (blunt) ofensivas contínuas com sensores, sistemas autônomos e efeitos multidomínio; e quebrar (break) o sistema de combate do adversário se ele pressionar ou comprometer reservas, incluindo 'tudo que apoie, sustente ou controle essa força'. Afirma que a aliança não busca uma derrota estratégica do adversário, só detê-lo e forçá-lo a 'culminar', e que a responsabilidade pela escalada recai sobre o agressor. Entre as medidas citadas: exercícios das forças terrestres no flanco leste, investimento em ataque de precisão de longo alcance, redes de sensores e uma 'nuvem de combate'. Na conversa com a moderadora, diz que a teoria foi finalizada há cerca de três meses em versão classificada, e que a decisão de torná-la pública é para tranquilizar a população diante de sabotagens e incêndios criminosos. Não cita a Rússia pelo nome.

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