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Ataque cibernético desliga refrigeradores em centenas de supermercados na França

Hackers invadiram sistemas da Danfoss, elevando a temperatura de freezers a 50°C e causando a perda de estoques e princípios de incêndio em redes varejistas francesas.

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Foto: BBC
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12/10 às 11:01 · atualizado 16:31

Pontos principais

  • O ataque atingiu centenas de unidades de redes como Intermarché, Coopérative U, Carrefour, E. Leclerc e Monoprix.
  • Invasores exploraram vulnerabilidades em controladores de refrigeração da fabricante dinamarquesa Danfoss.
  • O software foi manipulado para elevar a temperatura interna dos equipamentos a 50°C por cerca de seis horas.
  • O incidente resultou no descarte massivo de alimentos e no registro de focos de incêndio em diversas lojas.
  • A Danfoss informou que os dispositivos comprometidos eram modelos antigos, sem suporte a atualizações de segurança.
  • O Ministério Público de Paris abriu uma investigação oficial sobre o caso, com apoio da agência de segurança cibernética Anssi.
  • O comissário europeu de alimentação, Christophe Hansen, classificou a ação como uma ameaça à segurança alimentar.

Um ataque cibernético de larga escala atingiu, na noite de domingo, os sistemas de refrigeração de centenas de supermercados em toda a França. A ação criminosa explorou vulnerabilidades críticas nos controladores da fabricante dinamarquesa Danfoss, permitindo que hackers assumissem o controle remoto dos equipamentos. Durante o incidente, a temperatura interna de freezers e vitrines foi forçada a subir até 50°C por aproximadamente seis horas, inutilizando estoques de produtos frescos e congelados e provocando princípios de incêndio em diversas unidades.

As redes mais afetadas incluem a Intermarché, com cerca de 300 lojas impactadas, e a Coopérative U, com quase 100 estabelecimentos atingidos. Relatos indicam que outras grandes redes varejistas, como Carrefour, E. Leclerc e Monoprix, também sofreram interferências em seus sistemas de controle térmico. A Danfoss esclareceu, em nota, que os dispositivos vulneráveis eram modelos obsoletos que já haviam atingido o fim de sua vida útil e não recebiam mais atualizações de segurança, embora pesquisadores da área de cibersegurança já tivessem alertado sobre falhas nesses sistemas em agosto.

O Ministério Público de Paris instaurou um inquérito para apurar a autoria e as motivações do ataque, contando com o suporte da agência nacional de segurança de sistemas de informação (Anssi). O comissário europeu de alimentação, Christophe Hansen, condenou veementemente o episódio, classificando a manipulação de infraestruturas críticas de alimentos como uma ameaça direta à segurança alimentar da região. Enquanto as investigações prosseguem, autoridades francesas e europeias avaliam se a mesma falha de segurança pode ter comprometido estabelecimentos em outros países do continente.

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