Tusk atribui ataques a escolas na Polônia à glorificação da violência online
Primeiro-ministro Donald Tusk afirma que ataques recentes em escolas polonesas foram ações espontâneas inspiradas por conteúdos extremistas na internet.
Pontos principais
- Três ataques a escolas na província de Mazovian resultaram em uma morte e vários feridos em quatro dias.
- Polícia polonesa deteve 117 pessoas por porte de armas ou ameaças contra instituições de ensino.
- Autoridades inspecionaram cerca de 64.000 escolas em todo o país após rumores de novos ataques.
- Investigações apontam que agressores buscavam conteúdos nazistas e de assassinos em massa online.
- Serviços de segurança investigam ameaças contra o primeiro-ministro e o ministro da Defesa.
O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, declarou que a recente onda de violência em escolas do país não é fruto de uma organização centralizada, mas sim de atos espontâneos impulsionados pela glorificação da violência na internet. Segundo o governo, os agressores têm demonstrado um interesse crescente em ideologias de extrema-direita e conteúdos que exaltam assassinos em massa, o que tem gerado um clima de insegurança nas instituições de ensino polonesas.
Em resposta à crise, as autoridades realizaram inspeções em aproximadamente 64.000 escolas e detiveram 117 indivíduos por porte de armas ou ameaças de ataques. Enquanto 59 escolas suspenderam as aulas preventivamente na última sexta-feira, os serviços de segurança do país também investigam ameaças direcionadas ao próprio primeiro-ministro e ao ministro da Defesa, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, em meio a um cenário de vigilância intensificada em todo o território nacional.
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