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Papa Leão XIV condena pena de morte em meio a polêmica sobre execução nos EUA

O Papa Leão XIV classificou a pena de morte como inadmissível, criticando planos dos EUA de transmitir ao vivo o fuzilamento de Nidal Malik Hasan.

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Foto: G1 Mundo
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10/10 às 11:01 · atualizado 16:01

Pontos principais

  • O Papa Leão XIV declarou a pena de morte inadmissível, citando a dignidade humana no Dia Mundial contra a prática.
  • O Pentágono planeja transmitir ao vivo a execução de Nidal Malik Hasan, marcada para 3 de dezembro em Fort Hood.
  • Hasan foi condenado pelo ataque que vitimou 13 pessoas em 2009.
  • Líderes católicos, incluindo o cardeal Pietro Parolin, condenaram a possível transformação da execução em espetáculo.
  • O presidente Donald Trump ainda avalia se autorizará a transmissão do evento.

O Papa Leão XIV reiterou a posição da Igreja Católica de que a pena de morte é inadmissível em todas as circunstâncias, classificando a prática como um ataque direto à dignidade humana. A declaração, feita por ocasião do Dia Mundial contra a Pena de Morte, surge em um momento de intensa controvérsia nos Estados Unidos, onde o Departamento de Defesa planeja transmitir ao vivo a execução por fuzilamento de Nidal Malik Hasan, agendada para 3 de dezembro na base militar de Fort Hood.

A proposta de tornar a execução um evento público gerou fortes críticas de autoridades religiosas. O cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, e o arcebispo Paul Coakley, presidente da Conferência dos Bispos Católicos americanos, descreveram a ideia como inaceitável e uma promoção bárbara de uma cultura de morte. Embora o presidente Donald Trump tenha autorizado a execução, o governo americano ainda não confirmou se a transmissão ao vivo será mantida, enquanto o vice-presidente JD Vance expressou ceticismo sobre a medida.

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