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Reino Unido vai proibir cláusulas de não concorrência em contratos

O primeiro-ministro Andy Burnham anunciou que o governo britânico legislará para banir cláusulas de não concorrência, visando remover barreiras à inovação.

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Foto: Tech.eu
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09/10 às 08:34 · atualizado 10:06

Pontos principais

  • O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Andy Burnham durante o Innovation Nation Summit, em Manchester, no dia 9 de outubro de 2026.
  • A nova legislação visa impedir que empresas utilizem cláusulas restritivas que impedem funcionários de mudar de emprego ou fundar novos negócios.
  • O governo argumenta que tais práticas funcionam como um freio à inovação e prejudicam a mobilidade de talentos no ecossistema de startups.
  • A medida atende a demandas de empresas como ElevenLabs e Synthesia, além da organização Startup Coalition.
  • O governo britânico pretende mitigar o impacto negativo sobre trabalhadores que, sob as regras atuais, frequentemente ficam sem remuneração durante o período de restrição.
  • Especialistas do setor de inteligência artificial, como Nando de Freitas, classificaram a decisão como um marco para o empreendedorismo tecnológico no país.

Durante o Innovation Nation Summit realizado em Manchester no dia 9 de outubro de 2026, o primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, anunciou que o governo irá legislar para proibir as cláusulas de não concorrência em contratos de trabalho. Segundo o premiê, algumas empresas têm utilizado essas práticas de forma excessiva, criando barreiras que impedem profissionais de migrar para concorrentes ou de fundar suas próprias companhias após deixarem um emprego. Burnham classificou o uso dessas restrições como um entrave direto à inovação e destacou que, muitas vezes, os trabalhadores permanecem sem remuneração durante o período em que são obrigados a cumprir a cláusula.

A decisão atende a uma mobilização de startups e empresas em escala, incluindo nomes como ElevenLabs e Synthesia, que apontavam as restrições como um obstáculo para a contratação de talentos. A medida, celebrada por figuras do setor de inteligência artificial, visa fomentar um ambiente de maior mobilidade e dinamismo econômico. O governo britânico reforçou que a prioridade é garantir que as cláusulas de não concorrência deixem de ser um impedimento para o crescimento das empresas mais promissoras do país, alinhando a legislação trabalhista às necessidades do ecossistema de inovação moderno.

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