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Desembolsos do Plano Safra caem 30% no primeiro trimestre da safra

O crédito rural somou R$ 80 bilhões entre julho e setembro de 2026, registrando uma queda de quase 30% em relação ao mesmo período do ciclo anterior.

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Foto: Canal Rural
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09/10 às 10:03, atualizado 18:02

Pontos principais

  • Os desembolsos das linhas tradicionais de crédito rural totalizaram R$ 80 bilhões no primeiro trimestre da safra 2026/27.
  • O volume representa uma queda de quase 30% em comparação aos números registrados no mesmo período da temporada anterior.
  • O número de contratos de crédito rural caiu de 717 mil para 555 mil no intervalo analisado.
  • O financiamento via Cédulas de Produto Rural (CPRs) recuou 26,3%, somando R$ 50,3 bilhões.
  • O crédito total para a agricultura empresarial, incluindo CPRs, atingiu R$ 107,1 bilhões no período.
  • Programas de investimento para máquinas e modernização somaram R$ 7,4 bilhões, ante R$ 11,9 bilhões no ciclo passado.
  • O Centro-Oeste registrou o maior tíquete médio por contrato, alcançando R$ 1,07 milhão.

O início da safra 2026/2027 foi marcado por uma retração significativa no acesso ao crédito rural no Brasil. Entre julho e setembro, os desembolsos das linhas tradicionais do Plano Safra somaram R$ 80 bilhões, o que representa uma queda de quase 30% em relação ao mesmo período da temporada anterior. O impacto também foi sentido no número de contratos firmados, que recuou de 717 mil para 555 mil, refletindo um cenário de maior restrição ou cautela na tomada de recursos pelos produtores.

Além das linhas tradicionais, o financiamento via Cédulas de Produto Rural (CPRs) também apresentou desempenho inferior, totalizando R$ 50,3 bilhões, uma redução de 26,3% frente ao ciclo 2025/26. Ao considerar o crédito para a agricultura empresarial como um todo, o montante atingiu R$ 107,1 bilhões, com o BNDES e o Banco do Brasil concentrando cerca de 73% das operações de investimento equalizáveis. Enquanto a região Sul liderou o volume total contratado, o Centro-Oeste destacou-se pelo maior tíquete médio por contrato, evidenciando as variações regionais na demanda por capital no campo.

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