Chuvas e granizo reduzem safra de trigo no Rio Grande do Sul
Chuvas, granizo e ventos fortes no Rio Grande do Sul, Brasil, prejudicam o potencial produtivo do trigo e aumentam o risco à qualidade dos grãos, segundo a Emater.
Pontos principais
- Segundo a Emater/RS-Ascar, a área projetada para o trigo na safra 2026 é de 814.220 hectares, com produtividade média de 2.701 kg/ha.
- Em 08/10, 60% das lavouras estavam em enchimento de grãos, 27% em maturação e 4% já colhidas.
- Chuvas, granizo e ventos fortes causaram acamamento e debulha de espigas no Centro-Oeste e no Noroeste do estado, com perda de estruturas reprodutivas nas áreas atingidas pelo granizo.
- Nas lavouras em maturação, a Emater aponta redução do peso hectolitro (PH) e atividade enzimática ligada à germinação pré-colheita, o que diminui o falling number.
- A umidade favoreceu giberela, manchas foliares, ferrugens e oídio, e a dificuldade de acesso às lavouras restringiu os tratamentos fitossanitários.
- O preço médio pago ao produtor subiu 0,94%, para R$ 74,47 por saca de 60 kg com PH padrão 78, segundo a Emater.
Segundo a Emater/RS-Ascar, chuvas, granizo e ventos fortes prejudicaram o potencial produtivo do trigo no Rio Grande do Sul, no Brasil. No Centro-Oeste e no Noroeste do estado, o acamamento, a debulha de espigas e a perda de estruturas reprodutivas nas áreas atingidas pelo granizo reduziram as expectativas iniciais. A área projetada é de 814.220 hectares, com produtividade média de 2.701 kg/ha, e a Emater não traz volume total de produção nem comparação com a safra anterior.
Em 08/10, 60% das lavouras estavam em enchimento de grãos, 27% em maturação e 4% já colhidas. Nas lavouras em maturação, a Emater aponta preocupação com a redução do peso hectolitro e com a atividade enzimática ligada à germinação pré-colheita, que diminui o falling number. A umidade favoreceu giberela, manchas foliares, ferrugens e oídio, e a dificuldade de acesso às lavouras restringiu os tratamentos fitossanitários.
Na soja, a Emater aponta que o período recomendado pelo zoneamento começou em 01/10, mas a implantação segue incipiente, concentrada em áreas antecipadas em setembro, porque o excesso de umidade do solo restringe o tráfego de máquinas.
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