PepsiCo reduz projeção de lucro por ação de 2026 e eleva a de receita
A PepsiCo reduziu para 1% a 2% a projeção de crescimento do lucro por ação core em moeda constante para 2026, enquanto elevou para cerca de 6% a de receita líquida.
Pontos principais
- A PepsiCo reduziu para 1% a 2% a projeção de crescimento do EPS core em moeda constante de 2026, ante piso anterior de 4% a 6%.
- O EPS core, que inclui o efeito cambial, passa a crescer 2,5% a 3,5%, ante piso anterior de 5% a 7%.
- A receita líquida de 2026 deve crescer cerca de 6%, ante 4% a 6%, e o crescimento orgânico, cerca de 3%, ante 2% a 4%.
- No 3º trimestre, a receita líquida somou US$ 25,27 bi (+5,6%) e o EPS core, US$ 2,34 (+2%).
- O volume orgânico de bebidas na América do Norte (PBNA) caiu 3% no trimestre e no acumulado do ano, enquanto a receita da divisão subiu 5%, puxada por aquisições de 2025.
- A receita de alimentos na América do Norte (PFNA) ficou praticamente estável, e o lucro operacional core da divisão caiu 12% em moeda constante.
- O lucro operacional core da companhia subiu 3% no trimestre, com 4 pontos percentuais vindos de reembolsos tarifários; a margem operacional core recuou 35 pontos-base, para 16,9%.
- A companhia diz que identifica ações adicionais de redução estrutural de custos, a serem implementadas nos próximos meses, sem valor divulgado.
No balanço do terceiro trimestre, divulgado em Purchase (Nova York, EUA), a PepsiCo informou que reduziu para 1% a 2% a projeção de crescimento do lucro por ação core em moeda constante para 2026, ante piso anterior de 4% a 6%. Na mesma revisão, elevou para cerca de 6% a projeção de receita líquida. A companhia projeta em base não-GAAP porque diz não conseguir prever efeitos cambiais e de marcação a mercado de commodities.
Na América do Norte, o volume orgânico de bebidas caiu 3% no trimestre e no acumulado do ano. No total da companhia, a margem operacional core recuou 35 pontos-base, para 16,9%, com custos operacionais e de publicidade maiores. A companhia diz que identifica ações adicionais de redução estrutural de custos, a serem implementadas nos próximos meses para financiar investimentos e mitigar a inflação de custos de insumos, sem quantificá-las.
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