Empresas de TI na Índia reportam menos contratações de nível inicial com IA
Pesquisa do ICRIER com 651 empresas de TI na Índia associa a IA generativa a menos contratações, sobretudo no nível de entrada, mas o emprego total do setor segue em alta.
Pontos principais
- No nível intermediário, 42% das empresas reportam alta no emprego e 25%, queda; no sênior, 82% não veem mudança.
- As ocupações mais expostas à IA têm exposição média de 3,86 para estatísticos e matemáticos, 3,39 para desenvolvedores de aplicações e 3,18 para analistas de software, numa escala de 1 a 5.
- 63% das empresas dizem buscar perfis que combinem conhecimento de domínio com habilidades de IA e dados; 33% buscam só especialistas de domínio e 32%, só especialistas em IA e dados.
- Só 4% das empresas capacitaram mais da metade da equipe em IA, e 39% capacitaram menos de 10%.
- Entre os entraves, 70% das empresas citam dificuldade para achar talentos com as habilidades necessárias e 68%, custo alto com retorno incerto.
- Para os próximos dois anos, 44% não preveem mudança no tamanho da equipe, 28% preveem aumento e 27%, queda.
Um estudo do ICRIER, com apoio da OpenAI, ouviu 651 empresas de TI em dez cidades indianas entre novembro de 2025 e janeiro de 2026. Segundo o instituto, 65% reportam queda nas contratações após adotar IA generativa, 24% reportam alta e 11% não veem mudança. No nível de entrada, 55% das empresas reportam queda no emprego e 35%, alta.
O ICRIER não encontra evidência de demissões em larga escala: o emprego total do setor segue crescendo, com contratações mais lentas, e parte da desaceleração acompanha a queda do crescimento pós-pandemia. O levantamento mede a direção das mudanças, não a magnitude, cobre só empresas já existentes e pode precisar de revisão se o uso de IA generativa se expandir de forma acentuada.
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