Zâmbia e EUA firmam acordo de saúde de US$ 3,6 bilhões sem troca de dados
Governo zambiano fecha parceria de cinco anos com os EUA após remover cláusulas que exigiam o compartilhamento de dados de pacientes e espécimes.
Pontos principais
- O acordo de saúde entre Zâmbia e EUA terá duração de cinco anos e investimento de US$ 3,6 bilhões.
- Cláusulas que obrigavam o envio de dados de pacientes e espécimes biológicos foram retiradas do texto final.
- EUA têm condicionado acordos de saúde na África ao acesso a dados para desenvolvimento de diagnósticos.
- Zimbábue, Namíbia e Gana já haviam rejeitado termos semelhantes em negociações anteriores.
- Assistência de saúde dos EUA ao Zimbábue foi encerrada no mês passado após recusa do país aos termos.
A Zâmbia oficializou um acordo de saúde de US$ 3,6 bilhões com os Estados Unidos, com duração prevista de cinco anos. O ministro da Saúde, Roma Chilengi, confirmou que o texto final do contrato foi alterado para excluir exigências controversas que obrigariam o país a compartilhar dados de pacientes e espécimes biológicos com autoridades americanas.
A decisão zambiana reflete uma resistência crescente entre nações africanas em relação às exigências de soberania de dados impostas pelos EUA em parcerias bilaterais. Enquanto Washington argumenta que o acesso às informações é essencial para o desenvolvimento de novos tratamentos e diagnósticos, países como Zimbábue, Namíbia e Gana já haviam rejeitado termos similares. No caso do Zimbábue, a recusa em aceitar as cláusulas resultou no encerramento da assistência de saúde por parte do governo americano no último mês.
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