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Pesquisa da USP mapeia a trajetória global das editoras cartoneras

Estudo da USP analisa o movimento das editoras cartoneras, que utilizam papelão reciclado para democratizar o acesso à literatura e gerar renda.

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Foto: Jornal da USP
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07/10 às 10:33

Pontos principais

  • O movimento cartonero nasceu na Argentina em 2003 como resposta à crise econômica.
  • As editoras produzem livros artesanais com capas de papelão coletado por trabalhadores.
  • No Brasil, o coletivo Dulcinéia Catadora, fundado em 2007, foi o pioneiro na prática.
  • A renda obtida com a venda dos livros em feiras independentes é revertida aos catadores.
  • Um acervo de livros cartoneros foi doado à biblioteca Florestan Fernandes da USP para preservação histórica.

Uma pesquisa realizada na FFLCH-USP documentou a expansão global das editoras cartoneras, um movimento que surgiu na Argentina em 2003 durante um período de grave crise econômica. Essas editoras utilizam papelão descartado, coletado por trabalhadores, para confeccionar capas de livros pintadas e costuradas manualmente. A iniciativa, que busca democratizar o acesso à leitura e promover a resistência cultural, adaptou-se a diversas realidades sociais ao redor do mundo ao longo das últimas duas décadas.

No Brasil, o pioneirismo coube ao coletivo Dulcinéia Catadora, criado em 2007 por mulheres que atuam na reciclagem em São Paulo. O modelo de negócio prioriza a comercialização em feiras independentes, garantindo que a verba arrecadada seja revertida diretamente aos catadores envolvidos na produção. Para assegurar a memória dessas práticas comunitárias, um acervo de obras cartoneras foi recentemente doado à biblioteca Florestan Fernandes da USP, consolidando o registro acadêmico e social desse movimento.

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