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Neurocientista defende IA como parceira de raciocínio humano

Especialista alerta que delegar o julgamento crítico a sistemas de inteligência artificial pode comprometer o sucesso das organizações.

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Foto: Época Negócios
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07/10 às 17:15

Pontos principais

  • Heather Collins afirma que a IA deve atuar como suporte ao pensamento humano, não como substituta.
  • O diferencial humano na era tecnológica reside na capacidade de conectar emoções, experiências e informações.
  • A pesquisadora propõe um framework de engajamento com a tecnologia baseado em construir, desafiar e calibrar.
  • O risco de delegar a tomada de decisão a algoritmos é apontado como um fator determinante para o futuro das empresas.

A neurocientista cognitiva Heather Collins defendeu, durante o Congresso do IBGC, que a inteligência artificial deve ser utilizada como uma ferramenta de colaboração, e não como um substituto para o julgamento humano. Segundo a especialista, que estudou a cognição de astronautas da Nasa, o verdadeiro diferencial competitivo na era do conhecimento reside na capacidade de conectar emoções e experiências, competências que a tecnologia ainda não consegue replicar com eficácia.

Para orientar o uso ético e estratégico dessas ferramentas, Collins apresentou um framework de engajamento dividido em três etapas: construir, desafiar e calibrar. A neurocientista utilizou a analogia dos radares da Segunda Guerra Mundial para ilustrar que, embora a tecnologia forneça sinais valiosos, a responsabilidade pela decisão final deve permanecer sempre com o ser humano. Ela alerta que a delegação excessiva do senso crítico para sistemas de IA pode representar um risco significativo para o sucesso das organizações a longo prazo.

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