Movimentos ultraconservadores nos EUA defendem revogação do voto feminino
Influenciadoras e figuras conservadoras promovem teses que sugerem a abolição da 19ª Emenda e a adoção de um sistema de voto familiar nos EUA.
Pontos principais
- A influenciadora Savannah Stone lidera o movimento que defende a submissão feminina e a revogação do direito ao voto das mulheres.
- O grupo propõe a abolição da 19ª Emenda à Constituição dos EUA, que garante o sufrágio feminino desde 1920.
- A proposta de voto familiar sugere que apenas um voto por domicílio seja permitido, centralizando a decisão no chefe da família.
- O pastor Doug Wilson, mentor do secretário de Defesa Pete Hegseth, apoia a restrição do voto feminino a casos específicos de chefia familiar.
Cresce nos Estados Unidos um movimento ultraconservador que defende a submissão feminina e a revogação do direito ao voto das mulheres. Liderado por figuras como a influenciadora Savannah Stone, fundadora da comunidade The Submissive Society, o grupo propõe a abolição da 19ª Emenda à Constituição americana. A ideia central é a implementação de um sistema de voto familiar, no qual apenas um voto por domicílio seria permitido, transferindo a representação política para o chefe da família.
As teses, embora ainda consideradas marginais, ganham espaço em círculos conservadores influentes. O pastor Doug Wilson, mentor do atual secretário de Defesa, Pete Hegseth, é um dos defensores da restrição, sugerindo que mulheres só deveriam votar caso fossem chefes de família. O debate reflete uma corrente que busca promover um estilo de vida doméstico tradicional, desafiando conquistas históricas de igualdade de gênero no cenário político norte-americano.
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