Investimento em saúde pode evitar 739 mil mortes no Brasil até 2050
Estudo aponta que investimentos estratégicos em saúde podem elevar o PIB brasileiro em R$ 1 trilhão e aumentar a expectativa de vida da população.
Pontos principais
- O estudo do McKinsey Health Institute analisou 300 intervenções de saúde custo-efetivas.
- Investimentos poderiam elevar a expectativa de vida no Brasil para 85 anos.
- Cada 1 dólar investido em saúde gera um retorno de 2,1 dólares ao PIB nacional.
- Ações de prevenção, como taxação de álcool e tabaco, representam 59% do impacto esperado.
- América Latina investe 3,7% do PIB em saúde, ante 7,9% em países de alta renda.
Um novo estudo do McKinsey Health Institute revela que investimentos direcionados em saúde poderiam evitar 739 mil mortes prematuras no Brasil até 2050. A pesquisa, intitulada 'A saúde das nações: saúde mais forte, economias mais fortes', indica que a implementação de intervenções custo-efetivas elevaria a expectativa de vida da população brasileira para 85 anos, além de adicionar mais de R$ 1 trilhão ao PIB nacional. O levantamento destaca que o retorno econômico é expressivo, com uma estimativa de 2,1 dólares de ganho no PIB para cada 1 dólar investido no setor.
O impacto positivo seria impulsionado majoritariamente por medidas preventivas, que correspondem a 59% dos resultados projetados. Entre as estratégias sugeridas estão políticas fiscais rigorosas para desestimular o consumo de álcool, tabaco e alimentos ultraprocessados. Atualmente, o Brasil e outros países da América Latina destinam cerca de 3,7% do PIB à saúde, um patamar significativamente inferior aos 7,9% observados em nações de alta renda, evidenciando a necessidade de maior aporte financeiro para o desenvolvimento socioeconômico.
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