Preços do diesel devem seguir elevados até 2027, projeta Goldman Sachs
Restrições na capacidade global de refino e alta demanda devem manter os preços do diesel em patamares elevados, pressionando a inflação até 2027.
Pontos principais
- Goldman Sachs estima que preços do diesel permanecerão altos até 2027 para equilibrar oferta e demanda.
- Spreads de refino para diesel e querosene de aviação devem superar US$ 40 por barril em 2027.
- Capacidade de refino fora da China deve encolher 300 mil barris por dia em 2026.
- Especialistas apontam que o custo do diesel representa um risco persistente para a inflação nos Estados Unidos em 2027.
O Goldman Sachs divulgou uma projeção indicando que os preços do diesel devem permanecer em patamares elevados até 2027. O cenário é impulsionado por uma restrição estrutural na capacidade global de refino, que luta para atender à demanda crescente enquanto precisa reconstruir estoques estratégicos. A previsão aponta que os spreads de refino para diesel e querosene de aviação devem ultrapassar a marca de US$ 40 por barril ao final do período, com uma contração estimada em 300 mil barris por dia na capacidade de refino fora da China para 2026.
Além dos desafios operacionais, como as manutenções preventivas em refinarias americanas, o impacto econômico preocupa analistas. Especialistas em commodities alertam que o custo do diesel atua como um fator de risco relevante para a inflação nos Estados Unidos em 2027, sugerindo que as pressões sobre o custo de vida podem persistir por um período prolongado devido à dependência energética do setor de transportes.
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