Parlamento da Lituânia avança para permitir armas nucleares no país
A Lituânia aprovou votação preliminar para suspender a proibição de armas nucleares, gerando críticas da Rússia sobre a segurança regional.
Pontos principais
- O Parlamento lituano aprovou, com 106 votos, a suspensão preliminar da lei que proíbe o armazenamento de armas nucleares.
- Uma segunda votação, necessária para alterar a Constituição, está marcada para o dia 12 de janeiro.
- O governo russo classificou a decisão como uma provocação e prometeu retaliação.
- O presidente Gitanas Nauseda afirmou que não há planos imediatos para receber armamento nuclear.
- O país reiterou que permanece signatário do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.
O Parlamento da Lituânia aprovou em votação preliminar a suspensão da lei que proíbe o armazenamento de armas nucleares em seu território. A medida, que obteve 106 votos favoráveis, exige uma segunda rodada de votação constitucional, agendada para o dia 12 de janeiro, para entrar em vigor de forma definitiva.
O governo russo reagiu prontamente, classificando a iniciativa como uma provocação e um movimento de escalada nas tensões europeias, prometendo retaliações. Em resposta, o presidente lituano, Gitanas Nauseda, esclareceu que não existem planos imediatos para hospedar armamentos nucleares, enfatizando que a mudança visa apenas preparar a nação para possíveis alterações no cenário de segurança regional. A Lituânia reforçou ainda que continuará cumprindo as diretrizes do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.
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