Famílias americanas enfrentam alta de 50% no custo de aquecimento
O aumento nos preços do óleo de aquecimento nos EUA pressiona orçamentos familiares e leva governadores a declarar estado de emergência energética.
Pontos principais
- Famílias que utilizam óleo para aquecimento podem pagar até 50% a mais neste inverno, um custo adicional de cerca de US$ 878.
- A região Nordeste dos EUA concentra 82% do consumo de óleo para aquecimento e é a mais afetada pela alta de preços.
- A administração Trump propôs o corte de verbas do programa federal LIHEAP, que auxilia famílias de baixa renda com contas de energia.
- Projeções indicam que, enquanto o óleo sobe, os custos com gás natural e propano devem apresentar queda ou estabilidade.
Famílias americanas que dependem de óleo para aquecimento doméstico enfrentam um inverno rigoroso com custos até 50% mais elevados. A volatilidade nos mercados globais de energia, agravada pelos conflitos no Irã e na Ucrânia, elevou o gasto médio para patamares superiores a US$ 2.600. A região Nordeste dos Estados Unidos, onde o uso desse combustível é predominante, é a mais impactada, levando governadores de estados como Massachusetts e Maine a declararem emergência energética e buscarem medidas de alívio financeiro.
O cenário de crise é agravado pela política federal, uma vez que a administração do presidente Donald Trump propôs a eliminação do financiamento para o programa LIHEAP, responsável por subsidiar contas de energia de famílias vulneráveis. Enquanto o óleo registra alta expressiva, a Energy Information Administration projeta variações menores para eletricidade e quedas nos preços do gás natural e propano. A incerteza sobre o suporte governamental aumenta a pressão sobre os consumidores que já lidam com o encarecimento dos serviços essenciais.
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