Ex-diretor da FAO recorre de demissão após relatar fome em Gaza
Benjamin Davis contesta sua dispensa da FAO, alegando retaliação por divulgar dados sobre a crise humanitária na Faixa de Gaza.
Pontos principais
- Benjamin Davis, ex-diretor da FAO, contesta judicialmente o fim de seu contrato.
- O ex-funcionário afirma que a demissão ocorreu após a publicação de um relatório sobre a fome em Gaza.
- Davis alega que sua participação em vigílias silenciosas na sede da organização motivou a decisão.
- A direção da FAO nega as acusações e afirma que o ex-diretor realizou 'jogos políticos'.
Benjamin Davis, ex-diretor da divisão de transformação rural e igualdade de gênero da FAO, entrou com um recurso contra sua demissão da agência da ONU. O economista sustenta que a não renovação de seu contrato foi uma retaliação direta por seu trabalho ao destacar a grave crise de fome na Faixa de Gaza, incluindo a organização de um seminário sobre o tema e a publicação de relatórios técnicos.
Além das questões profissionais, Davis aponta que sua participação em vigílias semanais de silêncio realizadas nas dependências da organização também teria influenciado a decisão da gestão. Em contrapartida, a liderança da FAO refutou as alegações, acusando o ex-funcionário de conduzir 'jogos políticos' dentro da instituição. O caso coloca em evidência as tensões internas sobre a neutralidade de funcionários da ONU ao abordar conflitos geopolíticos sensíveis.
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