EUA, Rússia e China disputam instalação de reatores nucleares na Lua
Potências globais correm para instalar reatores nucleares na Lua até 2036, visando sustentar bases permanentes e futuras missões espaciais.
Pontos principais
- A NASA projeta a instalação de um reator nuclear lunar até dezembro de 2030.
- Rússia e China formaram uma parceria para desenvolver o reator Selena, com previsão de operação para 2036.
- A energia nuclear é considerada essencial para a exploração de recursos lunares e missões profundas no sistema solar.
- Especialistas alertam para riscos de segurança, incluindo falhas no lançamento e contaminação radioativa em baixa gravidade.
- Os Estados Unidos enfrentam desafios logísticos, como a escassez de combustível HALEU para o desenvolvimento dos microrreatores.
Estados Unidos, Rússia e China intensificaram a corrida tecnológica para instalar reatores nucleares na superfície lunar. A NASA planeja ter um sistema operacional até 2030, enquanto uma aliança estratégica entre russos e chineses projeta o lançamento do reator Selena para 2036. O objetivo central das potências é garantir uma fonte de energia estável para sustentar bases lunares permanentes, viabilizar a extração de recursos como água congelada e servir de base para explorações mais profundas no sistema solar.
Apesar do avanço nos projetos, a iniciativa enfrenta críticas de especialistas sobre a segurança operacional. Cientistas alertam para os riscos de falhas durante o lançamento e a complexidade de gerenciar material radioativo em ambientes de baixa gravidade sem estruturas de contenção robustas. Enquanto o Pentágono busca acelerar o desenvolvimento de microrreatores com empresas privadas, o setor enfrenta gargalos críticos, como a escassez de urânio pouco enriquecido de alta concentração (HALEU) nos Estados Unidos.
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