Protestos contra cadastro eleitoral na Índia terminam em detenções
Manifestantes foram detidos em Nova Délhi durante protestos contra mudanças no cadastro eleitoral que, segundo críticos, favorecem o governo.
Pontos principais
- Polícia de Nova Délhi realizou detenções no segundo dia de manifestações contra a Comissão Eleitoral.
- O grupo Cockroach Janta Party exige a renúncia do presidente da Comissão, Gyanesh Kumar.
- Críticos afirmam que a revisão do cadastro excluiu eleitores legítimos para favorecer o partido de Narendra Modi.
- A Comissão Eleitoral defende que a medida visa apenas remover registros duplicados ou irregulares.
- O órgão anunciou na sexta-feira a reinclusão de eleitores anteriormente removidos das listas.
A polícia de Nova Délhi realizou detenções durante o segundo dia de protestos liderados por jovens contra as recentes alterações no cadastro eleitoral da Índia. O movimento, que conta com o apoio do grupo Cockroach Janta Party e de figuras políticas como o parlamentar Kapil Sibal, exige a renúncia imediata do presidente da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar. Os manifestantes alegam que o processo de verificação, iniciado no ano passado, tem sido utilizado para excluir eleitores legítimos e favorecer o partido do primeiro-ministro Narendra Modi.
Em resposta às críticas, a Comissão Eleitoral sustenta que a revisão é um procedimento técnico necessário para remover registros de eleitores falecidos, duplicados ou que não cumprem os requisitos legais. Na última sexta-feira, o órgão tentou amenizar a tensão ao determinar a inclusão de novos eleitores e a reinclusão de cidadãos que haviam sido removidos das listas. Apesar da medida, ativistas e líderes estudantis mantêm a pressão por maior transparência no sistema eleitoral do país.
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