Estudo clínico testa medicamento contra surto de Ebola no Congo
Pesquisa avalia o uso do obeldesivir para prevenir o Ebola em contatos de infectados, em meio a um surto que já causou 4.000 mortes no país.
Pontos principais
- O estudo clínico testa o medicamento experimental obeldesivir, desenvolvido pela Gilead.
- O surto atual, causado pelo vírus Bundibugyo, já soma 8.300 casos e 4.000 mortes.
- A meta da organização ALIMA é recrutar 1.000 voluntários que tiveram contato com infectados.
- Não existem vacinas ou tratamentos aprovados para a variante Bundibugyo do vírus.
Um estudo clínico está sendo realizado no Congo para testar a eficácia do medicamento experimental obeldesivir, da farmacêutica Gilead, no combate ao surto de Ebola que assola o país. A pesquisa, coordenada pela organização sem fins lucrativos ALIMA, busca avaliar se o fármaco consegue prevenir o desenvolvimento da doença em pessoas que tiveram contato recente com casos confirmados. O surto, que teve início em maio, já atingiu sete províncias e contabiliza 8.300 casos e 4.000 mortes.
A iniciativa foca na variante Bundibugyo do vírus, para a qual ainda não há vacinas ou tratamentos aprovados. O protocolo do estudo envolve o monitoramento diário de voluntários por 21 dias, sendo que metade dos participantes recebe um placebo. A expectativa é recrutar quase 1.000 pessoas para validar a segurança e a eficácia do tratamento experimental diante da gravidade da crise sanitária local.
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