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G7 libera 100 milhões de barris de petróleo e diesel para conter preços

O G7 anunciou a liberação coordenada de 100 milhões de barris de estoques emergenciais ao longo de quatro meses para estabilizar os mercados globais de energia.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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02/10 às 11:45 · atualizado 12:32

Pontos principais

  • A liberação de 100 milhões de barris de petróleo e diesel será coordenada pela Agência Internacional de Energia (IEA).
  • A medida terá duração de quatro meses, com início imediato e foco na oferta de diesel nos primeiros 20 dias.
  • A decisão foi tomada após pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para conter a alta nos preços dos combustíveis.
  • O G7 reafirmou o compromisso de não impor restrições às exportações de energia entre seus membros.
  • A ação visa mitigar os impactos de conflitos internacionais e da escassez de oferta nos mercados globais.
  • O prêmio do diesel em relação ao petróleo bruto recuou para US$ 69 o barril após o anúncio da medida.
  • O grupo solicitou à IEA um relatório com recomendações adicionais em um prazo de até 20 dias.

Os países do G7 anunciaram uma ação coordenada para liberar 100 milhões de barris de petróleo bruto e diesel de suas reservas estratégicas. A medida, que será executada através da Agência Internacional de Energia (IEA), visa estabilizar os mercados globais de energia diante da crescente pressão inflacionária sobre os combustíveis e das incertezas causadas por conflitos internacionais.

A decisão ocorre após intensa pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para conter a escalada dos preços. Segundo o comunicado oficial dos líderes do G7, a liberação ocorrerá ao longo de quatro meses, com início imediato e uma parcela substancial de diesel concentrada nos primeiros 20 dias da operação. O grupo também se comprometeu a elevar temporariamente a utilização de suas refinarias sempre que viável.

Como parte do acordo para garantir a segurança energética, o G7 reafirmou que não imporá restrições às exportações de energia entre seus membros, afastando, por ora, a ameaça de proibições unilaterais. Além disso, os líderes solicitaram à IEA um relatório detalhado com recomendações adicionais em menos de 20 dias, mantendo a possibilidade de novas liberações de diesel caso a volatilidade do mercado persista.

O impacto da medida foi sentido rapidamente no setor financeiro, com o prêmio do diesel em relação ao petróleo bruto recuando para US$ 69 o barril. Enquanto os pedidos de fábrica nos Estados Unidos registraram um leve crescimento de 0,1% em agosto, a coordenação internacional busca agora assegurar que a oferta de combustíveis seja suficiente para evitar novos choques de preço nos próximos meses.

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