Exportações de carne bovina brasileira crescem com alta demanda de EUA e Chile
Vendas para EUA, Chile e Rússia compensam a queda na demanda chinesa e mantêm o Brasil no caminho para um novo recorde anual de exportações.
Pontos principais
- Exportações para a China caíram de 948 mil para 873 mil toneladas entre janeiro e agosto de 2026.
- EUA, Chile e Rússia aumentaram as compras em 114 mil toneladas, superando a perda de 75 mil toneladas do mercado chinês.
- O Brasil atingiu em setembro a cota de 1,1 milhão de toneladas para a China, sujeita a sobretaxa de 55% caso excedida.
- O setor mantém a expectativa de atingir um novo recorde anual de exportações de carne bovina em 2026.
O setor de carne bovina do Brasil registrou uma mudança significativa em seu fluxo comercial nos primeiros oito meses de 2026. Embora as exportações para a China tenham sofrido uma retração, passando de 948 mil para 873 mil toneladas, o impacto foi mitigado pelo desempenho positivo em outros mercados estratégicos. Estados Unidos, Chile e Rússia ampliaram suas importações do produto brasileiro em 114 mil toneladas, volume que superou a queda de 75 mil toneladas observada nas vendas para o mercado chinês.
Apesar da desaceleração nas compras da China, que atingiram o limite de 1,1 milhão de toneladas em setembro — volume que implica uma sobretaxa de 55% para excedentes —, o cenário geral permanece otimista. A diversificação dos destinos de exportação permitiu que o Brasil mantivesse a trajetória de crescimento, consolidando a possibilidade de estabelecer um novo recorde anual de exportações de carne bovina até o final de 2026.
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