Preços de grãos sobem em Chicago com demanda firme e conflitos
A demanda chinesa e os conflitos no Leste Europeu impulsionaram a alta de soja e milho, enquanto o café recuou com a oferta brasileira.
Pontos principais
- Soja e milho registraram alta mensal de 9,4% na bolsa de Chicago em setembro.
- China já adquiriu 17 milhões de toneladas de soja americana.
- Conflitos entre Rússia e Ucrânia restringiram a logística de exportação no Mar Negro.
- Previsão de déficit global pressionou o preço do açúcar, que subiu 6,1%.
- Café teve queda de 10,9% em Nova York devido ao aumento da oferta do Brasil.
O mercado internacional de commodities encerrou setembro com movimentos distintos para os principais produtos agrícolas. A soja e o milho registraram valorização de 9,4% na bolsa de Chicago, impulsionados por uma demanda firme, especialmente da China, e pela restrição na oferta global. A instabilidade gerada pelos conflitos entre Rússia e Ucrânia prejudicou o escoamento de grãos pelos portos do Mar Negro, levando analistas como a SovEcon a reduzirem as projeções de exportação russa para a safra 2026/27.
Enquanto os grãos enfrentaram pressão de alta, o setor de soft commodities apresentou resultados mistos. O açúcar subiu 6,1% em Nova York, reagindo a expectativas de um déficit na produção mundial para o próximo ciclo. Em contrapartida, o café recuou 10,9% no mesmo período, refletindo a entrada expressiva da safra brasileira no mercado internacional, que ajudou a aliviar a oferta disponível para os compradores globais.
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