Pesquisa aponta que redes sociais prejudicam a democracia global
Estudo do Pew Research Center revela que a maioria dos usuários em diversos países vê redes sociais como ameaça à democracia e à coesão social.
Pontos principais
- Pesquisa ouviu mais de 45.000 pessoas em 37 países sobre o impacto das redes sociais.
- Em 16 de 26 países comparados, cresceu a percepção de que as plataformas prejudicam a democracia.
- Nos EUA, 64% dos adultos acreditam que as redes sociais impactam negativamente o sistema democrático.
- Austrália implementou restrições de idade e propôs opções para desativar feeds algorítmicos.
Uma pesquisa realizada pelo Pew Research Center com mais de 45.000 pessoas em 37 países aponta que o ceticismo em relação às redes sociais está em ascensão. Em 16 dos 26 países com dados comparativos, a percepção de que essas plataformas prejudicam a democracia ao disseminar boatos e dividir a população aumentou significativamente. O sentimento é mais acentuado em economias desenvolvidas, como nos Estados Unidos, onde 64% dos adultos entrevistados afirmam que as redes sociais trazem danos ao processo democrático.
Diante desse cenário, governos começam a adotar medidas regulatórias mais rígidas para conter os efeitos negativos das plataformas. A Austrália, por exemplo, proibiu o acesso de menores de 16 anos às redes sociais e propôs novas regras que permitem aos usuários optar por não receber conteúdos via feeds algorítmicos. A medida conta com amplo apoio popular, refletindo uma preocupação global crescente sobre a influência dessas tecnologias na estabilidade das instituições democráticas.
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