Varda Space levanta US$ 250 milhões e atinge valuation de US$ 1,6 bi
Startup de fabricação espacial captou recursos para escalar a produção de medicamentos em microgravidade e expandir operações de reentrada.
Pontos principais
- A rodada Series D foi liderada pela Lux Capital e Natural Capital, elevando o capital total captado pela empresa para US$ 598 milhões.
- A Varda utiliza cápsulas não tripuladas para fabricar fármacos em órbita, aproveitando a microgravidade para criar estruturas moleculares impossíveis na Terra.
- A empresa já completou seis missões orbitais desde 2023, com cinco reentradas bem-sucedidas na atmosfera terrestre.
- O plano de negócios inclui a transição de uma base de clientes majoritariamente governamental para um foco comercial farmacêutico até 2032.
- A startup possui 28 lançamentos contratados entre 2027 e 2029, utilizando múltiplos provedores para garantir a logística de sua cadeia de suprimentos.
- A companhia nomeou Mikael Dolsten, ex-executivo da Pfizer, para seu conselho, visando fortalecer a conexão com a indústria farmacêutica.
A Varda Space Industries, sediada na Califórnia, consolidou sua posição no setor de manufatura espacial ao atingir um valuation de US$ 1,6 bilhão após sua recente rodada de investimentos. Com o novo aporte de US$ 250 milhões, a startup pretende acelerar o desenvolvimento de seu processo de fabricação de medicamentos em órbita, uma tecnologia que utiliza a ausência de gravidade para otimizar a pureza e a estrutura de ingredientes farmacêuticos ativos.
Além da produção de fármacos, a empresa mantém uma linha de receita voltada para pesquisas de hipersônica e cargas úteis governamentais, utilizando suas cápsulas da série W para retornar dados e materiais à Terra. A estratégia de longo prazo da Varda é tornar a produção espacial uma etapa comum no desenvolvimento de novos medicamentos, com o objetivo de levar formulações criadas no espaço para ensaios clínicos humanos até o final desta década.
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