Startup NetworkOcean migra data centers flutuantes para alto-mar
Após entraves regulatórios na Baía de São Francisco, a NetworkOcean planeja usar energia solar flutuante para alimentar data centers em alto-mar.
Pontos principais
- A NetworkOcean, acelerada pela Y Combinator, pivotou seu foco de cápsulas submersas para arranjos solares flutuantes em alto-mar.
- O projeto original na Baía de São Francisco enfrentou resistência de agências reguladoras por riscos ambientais e falta de licenças.
- A empresa projeta alcançar uma capacidade de implantação de 1 GW por semana de energia solar flutuante até 2030.
- O roadmap inclui o sistema OASIS-00, um array de 20 kW projetado para alimentar GPUs Nvidia H100 a partir do oceano.
- A tecnologia utiliza resfriamento por água do mar, que a startup afirma reduzir o consumo de energia em até 40%.
- A infraestrutura visa contornar a escassez de energia em terra e o alto consumo de água dos data centers convencionais.
A NetworkOcean, startup fundada por Sam Mendel e Eric Kim, anunciou uma mudança estratégica em seus planos de infraestrutura de computação. Após enfrentar notificações de órgãos reguladores na Califórnia, como a Bay Conservation and Development Commission, devido a testes não autorizados na Baía de São Francisco, a empresa redirecionou seu foco para a instalação de data centers alimentados por grandes arranjos solares flutuantes em alto-mar.
O novo modelo busca resolver gargalos de energia e sustentabilidade, utilizando o resfriamento natural da água do oceano para aumentar a eficiência das GPUs. Com o suporte de investidores como Y Combinator e Soma Capital, a startup projeta escalar sua capacidade de geração para 1 GW por semana até 2030, posicionando-se como uma alternativa à infraestrutura terrestre tradicional que consome grandes volumes de água e energia.
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