Rússia ataca data centers em Kiev e Lavrov promete guerra "até o fim"
Ataques russos mataram 14 pessoas e feriram 57 em um dia; Kiev foi atacada pelo terceiro dia seguido.
Pontos principais
- Lavrov falou à Assembleia Geral da ONU no sábado.
- A Rússia disse ter bombardeado data centers da Kyivstar e da Omega Telecom em Kiev.
- Zelensky disse que a Rússia lançou mais de 2.200 drones, cerca de 1.650 bombas aéreas e 38 mísseis na semana.
- A região de Odessa sofreu um ataque com 170 drones Shahed, 76 deles a jato.
- Zelensky disse que forças ucranianas avançaram no setor de Lyman, em Donetsk.
- A taxa de interceptação de Shaheds a jato é de 55%, segundo Zelensky.
O Ministério da Defesa russo alegou que as empresas atingidas prestavam serviços ao Exército ucraniano. Zelensky disse que forças ucranianas mataram ou feriram 10.660 soldados russos na semana e avançaram na Operação "Vivaldi". Segundo ele, a defesa aérea interceptou mais de 1.500 Shaheds a jato de 2.730 lançados em setembro até então.
O ISW (Institute for the Study of War, centro de análise americano) avalia que Putin adota uma teoria de vitória baseada em ataques em massa com drones a jato e mísseis balísticos, com o objetivo de forçar a Ucrânia a capitular durante o inverno de 2026-2027.
Fontes primárias
Comunicado sobre ataques a centros de dados em Kyiv — 28 de setembro de 2026
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que, durante ataques noturnos, atingiu em Kyiv centros de processamento de dados da UkrTelecom e da DreamLine. Disse que as empresas forneciam serviços de comunicação e internet às Forças Armadas da Ucrânia e que a DreamLine também armazenava dados de inteligência. O comunicado ainda relata ataques a instalações de combustível, ao aeródromo de Vasylkiv, a estruturas portuárias e a navios.
Discurso de Sergey Lavrov no debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU
No discurso de 26 de setembro à Assembleia Geral da ONU, Sergey Lavrov disse que a Rússia levaria até o fim sua luta por “verdade e justiça”, alcançaria os objetivos da chamada operação militar especial e eliminaria as ameaças à segurança russa. Afirmou que a vida pacífica seria restaurada independentemente das circunstâncias e apresentou a ação russa como defesa da segurança e dos direitos dos moradores de Donbas e Novorossiya.
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