Estudo aponta importância do bem-estar animal na piscicultura
Relatório da Alianima destaca sinais de estresse em tilápias e os benefícios de práticas de manejo para a qualidade da produção brasileira.
Pontos principais
- A tilápia representa 70% da produção nacional de peixes no Brasil.
- O setor de tilápia registrou um crescimento de 148,2% entre 2015 e 2025.
- Sinais de estresse incluem mudanças no nado, comportamento alimentar e lesões físicas.
- O manejo adequado pré-abate pode melhorar a retenção de água e a qualidade da carne.
A terceira edição do Observatório do Peixe, elaborado pela Alianima, detalha os impactos do estresse no bem-estar das tilápias. O levantamento identifica que alterações no comportamento alimentar, mudanças na forma de nadar e danos físicos, como perda de escamas, são indicadores claros de que os animais estão sob estresse. Com a tilápia consolidada como a principal espécie da piscicultura nacional, representando 70% da produção, o monitoramento desses sinais torna-se fundamental para a eficiência produtiva.
Especialistas apontam que a adoção de práticas de bem-estar, especialmente durante o manejo pré-abate, contribui diretamente para a preservação da qualidade da carne e o aumento da retenção de água no filé. Embora o setor tenha crescido 148,2% na última década, o estudo ressalta que ainda existem lacunas científicas sobre o impacto econômico direto dessas melhorias para o produtor rural brasileiro.
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