Brasil e China assinam acordo para exportação de miúdos suínos
Governo brasileiro e China revisam protocolo sanitário para permitir a venda de miúdos suínos, com projeção de US$ 100 milhões em receitas anuais.
Pontos principais
- O ministro da Agricultura, André de Paula, e o embaixador chinês, Zhu Qingqiao, formalizaram o novo protocolo sanitário.
- A medida autoriza a exportação de miúdos internos de suínos, produto anteriormente restrito no mercado chinês.
- A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima um incremento de mais de US$ 100 milhões anuais nas exportações do setor.
- O acordo foi firmado após a conclusão de auditorias realizadas por autoridades chinesas em frigoríficos brasileiros.
O governo brasileiro e a China formalizaram, no último sábado, a revisão de um protocolo sanitário que autoriza a exportação de miúdos suínos do Brasil para o mercado chinês. O documento foi assinado pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e pelo embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, marcando um avanço nas relações comerciais entre os dois países no setor de proteína animal.
A medida é vista como uma oportunidade estratégica para diversificar a pauta de exportações brasileiras. Segundo estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a abertura deste novo canal de vendas tem potencial para gerar receitas adicionais superiores a US$ 100 milhões por ano. Estados com forte tradição na suinocultura, como Santa Catarina e Rio Grande do Sul, devem ser os principais beneficiados, com capacidade de exportar mais de 100 mil toneladas anuais do produto.
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