Preço do algodão sobe com redução da oferta global
A queda na produção mundial e a demanda resiliente impulsionam as cotações do algodão, favorecendo o planejamento da safra brasileira.
Pontos principais
- Contratos de algodão na bolsa de Nova York subiram 9,7% em agosto.
- USDA revisou a produção mundial da safra 2026/27 para 25,54 milhões de toneladas.
- Estoques finais globais foram reduzidos para 15,21 milhões de toneladas.
- Preço da commodity em Rondonópolis (MT) teve alta de 3,9% no último mês.
O mercado global de algodão apresenta um cenário de valorização impulsionado pela restrição na oferta e pela manutenção da demanda internacional. Dados recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam uma revisão para baixo na produção mundial da safra 2026/27, agora estimada em 25,54 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais globais recuaram para 15,21 milhões de toneladas. Esse desequilíbrio refletiu diretamente nas bolsas internacionais, com o contrato de algodão em Nova York registrando uma alta de 9,7% em agosto.
No Brasil, o impacto positivo já é sentido pelos produtores, com o preço da commodity em Rondonópolis (MT) subindo 3,9% no mesmo período. O movimento é sustentado pelo ritmo aquecido das exportações e pela confiança no mercado externo. Com esses indicadores, os agricultores brasileiros iniciam o planejamento para a próxima safra com expectativas otimistas, apostando na continuidade da rentabilidade diante do atual patamar de preços.
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