Idosos podem ser doadores vivos de órgãos no Brasil
Especialistas reforçam que a idade avançada não impede a doação de órgãos em vida, desde que o doador passe por rigorosa avaliação médica.
Pontos principais
- A doação de órgãos por idosos depende de avaliação clínica individualizada.
- Doenças como hipertensão e diabetes podem ser impeditivos para o procedimento.
- A legislação brasileira permite a doação entre parentes até o quarto grau e cônjuges.
- O Brasil registrou 4.335 doadores efetivos em 2025, mas a fila de espera soma 49,4 mil pessoas.
A campanha Setembro Verde destaca que a idade avançada não é um impedimento automático para a doação de órgãos em vida. Especialistas explicam que a viabilidade do procedimento depende de uma avaliação médica rigorosa, que analisa o estado geral de saúde do candidato e a ausência de condições crônicas, como hipertensão e diabetes. O caso de Arivaldo Sampaio, que realizou a doação de um rim ao filho aos 69 anos, exemplifica o sucesso desse tipo de intervenção em pacientes idosos.
Atualmente, a legislação brasileira permite que a doação entre parentes de até o quarto grau e cônjuges ocorra sem a necessidade de autorização judicial. A medida é fundamental para enfrentar o cenário atual do sistema de saúde, que registrou 4.335 doadores efetivos em 2025. Apesar dos esforços, cerca de 49,4 mil pessoas ainda aguardam por um transplante no país, evidenciando a importância de ampliar as possibilidades de doação.
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