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Famílias denunciam falta de aviso em execuções na Arábia Saudita

Parentes de cinco etíopes executados por tráfico de drogas relatam que não foram notificados e que os corpos permanecem retidos pelas autoridades.

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Foto: G1 Mundo
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27/09 às 16:15

Pontos principais

  • Cinco cidadãos etíopes foram executados na Arábia Saudita em 23 de junho por contrabando de drogas.
  • Famílias afirmam que não receberam aviso prévio sobre as execuções nem a repatriação dos corpos.
  • A Arábia Saudita acumula mais de 2 mil execuções desde 2015, mantendo-se entre os países que mais aplicam a pena de morte.
  • Organizações como a Human Rights Watch criticam a retenção de corpos como uma punição adicional aos familiares.

Cinco cidadãos etíopes foram executados na Arábia Saudita no dia 23 de junho após condenações por contrabando de drogas. As famílias dos condenados denunciaram que não foram notificadas previamente sobre a aplicação da pena capital, descobrindo o falecimento de seus parentes apenas por meio de redes sociais. Além da falta de comunicação, os familiares relatam que os corpos e pertences pessoais não foram repatriados pelas autoridades sauditas.

A prática de reter os restos mortais tem sido alvo de críticas severas por parte de organizações de direitos humanos, como a Human Rights Watch e a ESOHR. Essas entidades classificam a retenção como uma extensão da punição aos familiares, que são privados de realizar ritos funerários. Até o momento, o governo da Arábia Saudita não se manifestou sobre as denúncias ou sobre a política de notificação e entrega de corpos.

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