Congresso Brasileiro do Algodão debate redução de microplásticos
Setor têxtil discute a substituição de fibras sintéticas por algodão para mitigar a poluição por microplásticos e promover a sustentabilidade.
Pontos principais
- O movimento 'Microplástico é o Fim da Linha' defende a transição de fibras sintéticas para fibras naturais.
- Atualmente, 71% das roupas consumidas no Brasil são fabricadas com fibras sintéticas, contra 25% de algodão.
- A proposta 'RenovaTêxtil' sugere um sistema de certificação e compensação ambiental para a indústria.
- Grandes varejistas como Veste e Lojas Renner buscam ampliar a rastreabilidade e o uso de algodão em suas coleções.
O 15º Congresso Brasileiro do Algodão colocou em pauta a urgência de reduzir a poluição por microplásticos na cadeia têxtil. Especialistas alertam que a predominância de fibras sintéticas, que compõem 71% do consumo de vestuário no Brasil, contribui para a presença de micropartículas nocivas tanto nos oceanos quanto no organismo humano. Em resposta, o movimento 'Microplástico é o Fim da Linha' defende a substituição desses materiais por fibras naturais, como o algodão.
Para viabilizar essa transição, foi apresentada a proposta 'RenovaTêxtil', um mecanismo de certificação inspirado no RenovaBio que visa valorar a redução de impactos ambientais. Grandes varejistas, incluindo Veste e Lojas Renner, já sinalizaram adesão ao debate, focando em estratégias de rastreabilidade e metas de sustentabilidade. A iniciativa busca alinhar a produção industrial a padrões mais ecológicos, incentivando o uso de matérias-primas menos poluentes em larga escala.
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