Mercado de soja no Brasil tem baixa liquidez com cautela sobre China
Negociações de soja no Brasil seguem lentas enquanto investidores monitoram as relações comerciais entre Estados Unidos e China.
Pontos principais
- O mercado interno brasileiro registrou baixa liquidez e divergência de preços entre produtores e compradores.
- Contratos futuros na Bolsa de Chicago fecharam em leve baixa nesta quinta-feira.
- O secretário do Tesouro dos EUA confirmou a extensão, até 10 de janeiro, da trégua na guerra comercial com a China.
- O dólar comercial encerrou o dia em alta, cotado a R$ 5,19, o que impulsionou o preço da saca no mercado doméstico.
- Dados do USDA mostraram vendas líquidas de soja abaixo das expectativas do mercado para a temporada 2026/27.
O mercado brasileiro de soja apresentou um ritmo lento de negociações nesta quinta-feira, marcado por uma baixa liquidez e um distanciamento entre as expectativas de preços de produtores e compradores. O cenário reflete a cautela dos investidores diante das incertezas sobre as relações comerciais entre Estados Unidos e China, especialmente após a expectativa por desdobramentos de uma reunião entre Donald Trump e Xi Jinping que não ocorreu até o fechamento dos mercados.
Enquanto os contratos futuros na Bolsa de Chicago registraram leve queda, o mercado interno brasileiro reagiu à valorização do dólar, que fechou o dia em alta de 0,48%. O indicador do Cepea para a saca de 60 quilos subiu 0,12%, cotado a R$ 161,84. A estabilidade comercial permanece no radar, com a extensão da trégua na guerra tarifária entre Washington e Pequim confirmada pelo Tesouro americano até o início de janeiro.
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