Legisladores de 13 países pedem fim de ataques dos EUA a embarcações
Parlamentares questionam a legalidade e a eficácia de operações militares americanas que resultaram em 234 mortes desde setembro de 2025.
Pontos principais
- Mais de 70 legisladores de 13 países assinaram declaração contra operações militares dos EUA.
- Ações no Caribe e Pacífico oriental deixaram ao menos 234 mortos desde setembro de 2025.
- O Comando Sul dos EUA justifica os ataques como combate ao tráfico de drogas.
- Signatários apontam falta de evidências de ameaça iminente e risco de execuções extrajudiciais.
- Críticos afirmam que a estratégia militar não reduziu o fluxo de cocaína na região.
Mais de 70 parlamentares de 13 países das Américas formalizaram uma declaração conjunta exigindo o encerramento das operações militares dos Estados Unidos contra pequenas embarcações no Caribe e no Pacífico oriental. O grupo contesta a legalidade das ações conduzidas pelo Comando Sul dos EUA, que resultaram em pelo menos 234 mortes desde setembro de 2025. Os legisladores argumentam que não há evidências de ameaça iminente que justifiquem o uso da força, levantando preocupações sobre possíveis execuções extrajudiciais.
A manifestação ocorre após o Comando Sul confirmar a morte de quatro pessoas em uma operação recente sob a justificativa de combate ao tráfico de drogas. Além das questões jurídicas, os signatários questionam a eficácia da estratégia americana, citando avaliações de que os ataques não têm impactado o fluxo de cocaína na região. Os parlamentares pedem maior transparência e uma revisão imediata das táticas empregadas pelas forças americanas em águas internacionais.
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