Indústria de soja no Brasil amplia capacidade, mas enfrenta margens voláteis
Setor de processamento de soja cresce 17% em três anos, mas sofre com volatilidade de preços e ociosidade na produção de biodiesel.
Pontos principais
- Capacidade instalada de esmagamento de soja atingiu 82,6 milhões de toneladas anuais.
- Processamento de soja no Brasil acumula alta de 8,3% até julho de 2026.
- Setor de biodiesel opera com 66% de sua capacidade após adiamento da mistura B16.
- Investimentos previstos para 2026 no setor somam R$ 5,9 bilhões.
A indústria brasileira de processamento de soja registrou uma expansão significativa de 17% na capacidade instalada nos últimos três anos, alcançando a marca de 82,6 milhões de toneladas por ano. Apesar do crescimento de 8,3% no processamento acumulado até julho de 2026, analistas do BTG Pactual alertam que a rentabilidade do setor permanece sob pressão. A volatilidade das margens é atribuída à forte dependência de variáveis externas, como o preço do óleo, e às incertezas nas políticas públicas voltadas ao biodiesel.
O segmento de biodiesel, especificamente, enfrenta um cenário de ociosidade, operando com apenas 66% de sua capacidade instalada em julho de 2026. Esse desempenho é reflexo direto do adiamento do aumento da mistura obrigatória para 16%, conhecido como B16. Mesmo diante desses desafios operacionais e regulatórios, o setor mantém um cronograma robusto de investimentos, com previsão de aportar R$ 5,9 bilhões ao longo de 2026 para continuar a expansão física das plantas de processamento.
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